Como se o tempo todo eu me contasse e contasse o mundo. Para ver se eu existo e se o mundo existe.
Às vezes, tudo o que eu quero é matar o meu narrador, minhas possibilidades, meus mundos e minhas invenções.
Mas sozinha ascendo meu cig natural, assisto um filme, curto um som, danço, leio um livro...MAS...
Pode ser legal. Pensa num dia que você tomou o vinho certo, transou com a pessoa certa e depois capotou num lençol bem macio.
Fico sentindo aquela sensação mole atrás dos meus joelhos e da minha nuca. O quente de algum colo que nunca vai acabar. É assim, é bom. Quero escutar uma música. Meu cérebro fica musical. A caixinha de música, lenta e constante como um embalo de barco. Será que vão descobrir meus segredos. Por trás dos meus cabelos castanhos e dos meus olhos verdes, existe alguém que às vezes tem medo e que muitas vezes se esconde.
Se esconder de que?
Medo do quê? De ter medo.
Sim, sim, eu sei que você vai dizer que isso não se explica. E eu vou dizer que eu não sei explicar o que é isso que às vezes dispara em mim.
Mas eu não sou fraca, nem louca, sou humana.
Sofrer é de uma arrogância egocêntrica sem limites. Tenho medo de dobrar a esquina de casa. Tenho medo de fazer aniversários.Tenho medo que me magoem. Tenho medo do quanto eu sou feliz quando alguém me abraça, beija e eu deixo todo meus sentimentos, meu carinho, meu tesao, meu prazer...a minha felicidade!
QUERO SER FELIZZZZZZZZZZZZZZZZZ
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